terça-feira, 29 de setembro de 2009

Pele


Ele sempre começava assim.. O que era pra ser mais uma aventura, meu passa tempo......

Com as mãos nos meus cabelos, delicado, retirando mecha por pecha até deixar meu pescoço nu. Suas mãos subiam pelas minhas costas e assim que envoltas no pescoço ele começava a beijar. Minha pele aceitava cada pedaço do lábio deste homem, e as forças não eram suficientes pra me controlar.

Ao chegar nos ombros ele começava a tirar meu vestido e aquecia meu corpo com o dele, não importava o frio que entresse pela janela, ele me protegia... segurou então minhas mãos e enfrentou meus olhos e eu me enteguei.

Fui engolida em olhares, abraços e beijos, tão envolventes que não via a hora de ser dele e de mais ninguém...

Tinha me tornado frágil e vulnerável, tinha me tornado mulher.... Tinha entregado minha alma, que escapou pela boca quando disse eu te amo.

Tinha entregado meu coração quando não contive minhas lágrimas... e percebi que tinha entregado minha vida quando não tinha forças para sair de seus braços. Eu estava lá, nua, completamente dele, nua ... A maquagem havia saido e não existiam máscaras. Pela última vez havia me rendido a amar sem medo, depois de tantos erros passados.

Eu estava lá nua, em sua cama... os meus pensamentos pairavam no ar frio que entrava pela janela... eu não sabia falar mas sabia sorrir.

Eu não sabia que eu amaria alguém a ponto de não esperar, nem um futuro, nem uma vida eterna juntos, nada pois o presente ja me satisfazia e me tornava mulher entregue à arte de amar... pela rimeira vez amei...

Agatha Mansiezzi

Um breve minuto de esperança..


Quem vê pensa que sou o tipo de mulher que se tem para uma vida inteira.. desde que me faça acreditar nessa bobagem de amor eterno.

Seremos eternos enquanto simplesmente estivermos lado a lado, mais nada. A eternidade não se completa numa vida poós morte mas em uma vida pós dia, na cama, de mãos dadas.

Fato, simples.

Paixão que te sufoca, de dói estômago, treme as pernas e faz cantar, como o homem mais egoísta do mundo que quer todos seus anseios satisfeitos pelo ser vítima. Amar, tão bom poder amar ... depois da fase do egoísmo dar as mãos satisfaz, olhar nos olhos também. A presença é agradável e desejávél...

Adoooro a minha batatinha do big mac, quarteirão qualquer oferta... só pra ter essa saudade de tempos e km, de beijos de sorrisos... quer dançare no metrô essa noite?

Podemos caminhar e ouvir os nossos passos e entrelaçar os dedos pra completar o abraço com olhares e o beijo.

Sinto a falta que me sufoca mas nao me afoga mais... e sim me faz respirar leve.. por ter esta metade que faz meus órgãos se movimentarem hamonicamente.

É eu estou amando...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

No silêncio da valsa


Eu que não esperava me apaixonar nunca mais me vi perdida entre passos e olhares sem ao menos perceber.. e agora de pés descalços eu espero no jardim, sem som, sem sorrisos. A distância do poder tocar me transforma em mera espectadora e meu sentimento torna-se platônico.
Claro, ninguém é como esperamos que seja, nem o mundo é desta forma. Mas eu permaneço ali, não poderia caminhar enquanto minhas esperanças estão guardadas ao longo do salão vazio.
Talvez eu seja louca...
Talvez eu não mereça...
Talvez seja um teste... são tantas dúvidas, nínguem é 100% a vida inteira e confesso a minha tem se desfeito como açúcar no vento.
Em meio às minhas condições de Cinderella. A noite está fria e minhas mãos procuram tocar a pele que acalma minha alma. E não posso...
Talvez minha valsa não seja assim .. tão bela...
Talvez eu não seja assim tão princesa pra merecer um final feliz.