domingo, 31 de maio de 2009

Pele que consome


Naquele momento eu parei. Olhei a porta á minha frente. Confesso que tive algum receio. Ele então me estendeu a mão... qual seria a escolha se não confiar?

Eu estava lá, com ele, sozinha. Entrei me acomodei em uma cadeira enquanto ele acendia um cigarro e me servia uma taça de vinho.

Ao fundo a música parecia quebrar as paredes. Nada de romantismo. Aquilo me enlouquecia. O seu cheiro até então desconhecido era um convite às minhas fantasias. E eu sorria, meu coração queria sair pela boca.

Enquanto isso ele andava pela casa falando sem parar. Parecia estar mais nervoso do que eu. Fui até a janela e comecei a olhar a cidade. Quando senti no meu pescoço aqueles lábios desejados.

Reconheci o cheiro. A taça escorregou das minhas mãos. E eume deixei levar.

O cheiro dele me hipnotizava e a voz me embalava no barulho das guitarras ao fundo da casa.

A pele tão macia que parecia se colar na minha como imã. Eu não podia abrir os olhos.

Levemente ele acariciava meu rosto e olhava. Aos poucos nossas peles viraram nossas roupas e nosso corpo era único no embalo da melodia.

Eu estava feliz....

Ali naquele lugar desconhecido, eu não podia deixar de sentir cada parte que me tocava. Eu seguirei as mãos dele com força, enquanto ele beijava meu pescoço.... (continua...) by Agatha Manziezi

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