quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pudim dentro da cabeca


Eu nao sou pra ficar na estante espernando

a boa vontade de alguem

os meu olhos nao sao de vidro

minha boca nao eh de plastico

meu cabelo n eh sintetico

minha roupa nao eh miniatura

minhas pernas nao se quebram

meu interior nao eh oco

eu nao preciso disso

falta de intensidade nas verdades

mentira das silabar e consoantes

nem mesmo de afago necessitado

nao preciso disso

nao quero um sapato de cristal

nem um sapo q vira principe

alias, contos de fada nao existem

nao preciso dessa rejeicao

nem da inatividade

nao quero ficar na estante junto com todas

as suas bonecas estragadas

eu nao sou de porcelana

nao sou premio para ser exibida

nao sou de mentira para nao sentir

no pudim do interior do eu corpo

tem muito conteudo

ao contrario da promiscua vida

jogada num mundo irreal

onde sentimentos nao existem

e a palavra humildade nao consta no dicionario

nessa sua vida de prazeres invalidos

que vagam sem rumo

perdido na merda que existe

dentro, apenas da sua cabeca

pelo menos o meu pudim nao fede

nem precisa ser jogado no lixo, alias

ele eh consumido com muito gosto com direito a bis

eu nao preciso disso

se nada bate no seu peito a culpa nao eh minha

se seu medo so aparece na distancia

pra mim eh sinal de fraqueza

e os fracos sempre morrem

prefiro olhar os carros na rua do que encarar seus

olhos cheios de vazio

do que ouvir o vacuo das suas palavras sem sentido

pra entender o escuro do seus pensamentos perdidos

eu nao preciso

de nada

que venha da sua mao

meu pudim eh bem mais interessante

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