
Eu nao sou pra ficar na estante espernando
a boa vontade de alguem
os meu olhos nao sao de vidro
minha boca nao eh de plastico
meu cabelo n eh sintetico
minha roupa nao eh miniatura
minhas pernas nao se quebram
meu interior nao eh oco
eu nao preciso disso
falta de intensidade nas verdades
mentira das silabar e consoantes
nem mesmo de afago necessitado
nao preciso disso
nao quero um sapato de cristal
nem um sapo q vira principe
alias, contos de fada nao existem
nao preciso dessa rejeicao
nem da inatividade
nao quero ficar na estante junto com todas
as suas bonecas estragadas
eu nao sou de porcelana
nao sou premio para ser exibida
nao sou de mentira para nao sentir
no pudim do interior do eu corpo
tem muito conteudo
ao contrario da promiscua vida
jogada num mundo irreal
onde sentimentos nao existem
e a palavra humildade nao consta no dicionario
nessa sua vida de prazeres invalidos
que vagam sem rumo
perdido na merda que existe
dentro, apenas da sua cabeca
pelo menos o meu pudim nao fede
nem precisa ser jogado no lixo, alias
ele eh consumido com muito gosto com direito a bis
eu nao preciso disso
se nada bate no seu peito a culpa nao eh minha
se seu medo so aparece na distancia
pra mim eh sinal de fraqueza
e os fracos sempre morrem
prefiro olhar os carros na rua do que encarar seus
olhos cheios de vazio
do que ouvir o vacuo das suas palavras sem sentido
pra entender o escuro do seus pensamentos perdidos
eu nao preciso
de nada
que venha da sua mao
meu pudim eh bem mais interessante

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