Meu maior medo se completou na noite passada. Estava focada no ar que entrava pela porta e a fumaça do meu cigarro.
E eu chego a percer que algumas coisas sempre fogem do meu controle, será que eu não deveria amar ninguém? Ou será que simplesmente amar é incontrolável felicidade e sofrimento constante?
O que eu deveria fazer?
Fiquei só, eu e a fumaça do cigarro e o frio que entrava pela porta, companheiros insepaáveis. Um me levaria a um câncer aliado do outro que me levaria a uma pneumonia.
Fiquei só quando me vi de mãos soltas ao andar pela casa e só ter um travesseiro na minha cama. É que fomos envelhecendo juntas.
Enternamente Luisiana. Os amores apagados na memória, solidão.. acho que envelheciria de forma feliz se pudesse não partir corações, e para isso uma distância. Esquecer a valsa da vida e partir para danças de uma única pessoa, como rituais.
Hoje eu dançaria nua e aluz do luar, pois fiquei só, envelhecendo com meu cigarro e o vento gelado.
E se os passos não fossem tão confusos e embaralhados eu poderia acertar. Para não ficar só mais uma vez só.
Eu posso ouvir talheres de pessoas jantando, risadas dos apaixonados com seus sonhos idiotas e quase sempre sem conclusão futura.
Amor, amor, amor...
De amor morrerei solitária na sala vazia, de olho nos quadros com um cigarro barato e um vinho desqualificado, sozinha estarei para fechar os olhos e deixar o tempo consumir tudo o que ele gostaria de fazer.
Aceito um gole e um trago, vou me deitar... ferme la buche Luisian!
Anoiteceu...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
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